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STF inicia julgamento para anular lei de SC que proíbe cotas raciais

Três ministros já votaram pela inconstitucionalidade de norma estadual que impede cotas raciais em instituições públicas de ensino.

11/04/2026 às 10:34
Por: Redação

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu, nesta sexta-feira, o julgamento de ações que questionam a constitucionalidade da lei sancionada em Santa Catarina, que veta a implementação de cotas raciais para o acesso de estudantes a instituições de ensino que recebem recursos públicos do estado.

 

Até o momento, três ministros da Corte já se manifestaram a favor de declarar a inconstitucionalidade da norma estadual. Os votos contrários à lei foram apresentados pelo relator do processo, ministro Gilmar Mendes, além dos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes.

 

O julgamento, que acontece em plenário virtual, seguirá até a próxima sexta-feira, dia 17. Restam ainda sete ministros a votarem para que o placar definitivo seja conhecido.

 

As ações analisadas pelo Supremo foram encaminhadas por partidos políticos e entidades representativas, incluindo o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os autores das ações solicitam que a lei seja integralmente considerada inconstitucional pela Corte Suprema.

 

A legislação contestada, identificada como Lei 19.722 de 2026, foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e recebeu sanção do governador Jorginho Melo, do Partido Liberal (PL). Segundo o texto da lei, está autorizada apenas a reserva de vagas para pessoas com deficiência, estudantes provenientes de escolas públicas ou beneficiários que se enquadrem em critérios estritamente econômicos.

 

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